Quando comecei a atuar como palestrante, entendi que, além do conteúdo, era essencial desenvolver a competência de comunicar com impacto. Por isso, busquei diversos cursos para aprimorar minha fala em público — e foi assim que decidi participar de um workshop de teatro.
O que seria uma experiência pontual se transformou em um divisor de águas. Fiquei tão impressionado com a profundidade e a seriedade do processo que acabei me matriculando no curso completo. Três anos depois, me formei profissionalmente em Artes Cênicas.
Uma lição aprendida no palco
Entre tantas vivências marcantes durante a formação, uma me acompanha até hoje.
Eu estava encenando O Noviço, de Martins Pena, em uma cena tensa e dramática. Em determinado momento, por alguma razão, o público riu de uma fala. Levado pela vaidade do aplauso, sorri junto.
Naquele instante, meu professor — sentado na primeira fila — olhou firme para mim e, com voz serena e incisiva, disse duas vezes:
“Respeite-se. Respeite-se.”
Aquilo me atravessou.
Dos palcos do teatro aos palcos da vida
A lição não ficou restrita ao teatro.
Eu a levei comigo para os palcos da vida.
Respeitar-se é estar presente de verdade.
É honrar suas escolhas, seus talentos, seu preparo e seu trabalho.
É respeitar o cliente, o público, o momento e a oportunidade.
Seja atuando, vendendo, palestrando ou liderando, respeito próprio é compromisso com a excelência — mesmo quando ninguém está aplaudindo.
Respeito é posicionamento
Foi ali que compreendi o verdadeiro significado de estar posicionado com integridade e competência em qualquer situação.
Respeitar-se não é arrogância.
Não é rigidez.
Não é ego.
É consciência.
É postura.
É verdade interior alinhada com a ação exterior.
E essa é, até hoje, uma das maiores lições que carrego comigo:
Respeite-se.
